Neuro #07 - HSDc e Dexametosona

dezembro 19, 2017 Posted by Laura M. , No comments

Dexametasona e Hematoma Subdural Crônico
Dexamethasone for chronic subdural haematoma: a systematic review and meta-analysis

 Acta Neurochir (2017) 159:2037–2044

O uso de dexametasona como monoterapia ou terapia adjuvante tem sido aplicada no tratamento clínico do Hematoma Subdural Crônico, mas sua eficácia e praticabilidade tem sido questionadas.
Estudo não teve evidências para dar suporte ao uso da Dexametosa como um fármaco efetivo como alternativa ao procedimento neurocirúrgico. Mas seu uso adjuvante facilita o tratamento desses pacientes ao diminuir a recorrência do hematoma. Mais estudos são necessários.


Fontes:

Radiopedia article: Duam Rim Sign, by Dr Henry Knipe and A.Prof Frank Gaillard et al. Acesso: <https://radiopaedia.org/articles/dual-rim-sign>
Dexamethasone for chronic subdural haematoma: a systematic review and meta-analysis. Neurosurgery Blog. Acesso: <http://www.neurosurgery-blog.com/archives/11433>

Neuro #06 - Encefalop. Hip-Isq./ Status Marmoratus

dezembro 18, 2017 Posted by Laura M. , No comments

ENCEFALOPATIA HIPÓXICO-ISQUÊMICA

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      Este termo é usado para descrever neonatos maduros (gestação> 37 semanas) que apresentam sinais de angústia fetal antes da parto, que têm pontuação Apgar anormal e requer ressuscitação no nascimento e que apresentam anormalidades neurológicas específicas durante as primeiras 24h após o parto.

      Os sinais de dificuldade fetal incluem gravações anormal de cardiotocografia, como variabilidade diminuída, desaceleração tardia (DIPS tipo II) e bradicardia basal <100 / min com ou sem líquor corado com mecônio. 
 
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Pathological antenatal CTG.
Note loss of variability and an unprovoked deceleration.

Um pH do couro cabeludo fetal inferior a 7,2 é também indicativo de hipoxia fetal, embora os valores de <7,0 sejam geralmente encontrados. Os sinais neurológicos anormais no EHI incluem dificuldades de alimentação, irritabilidade, anormalidades do tônus, convulsões e diminuição do nível consciência.


  • Classificação da EHI segundo Sarnat & Sarnat
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       Embora os recém nascidos prematuros estejam em alto risco de asfixia, o estadio HIE deve ser reservado para bebês a termo. Apesar das melhorias nos cuidados perinatais no mundo desenvolvido, a asfixia continua a ser uma das principais causas de mortalidade, resultando em até 25% da mortalidade e morbidade perinatal e dando origem a entre 8 e 15% de todos os casos de paralisia cerebral.

MÉTODOS DE IMAGEM NA EHI:

  • US CRANIANO: A ultra-sonografia craniana é valiosa para identificar edema cerebral e hemorragia parenquimatosa ou intraventricular. As áreas de infarto parenquimatoso podem levar vários dias para serem visualizadas como uma densidade de eco. A ultra-sonografia craniana sempre fornecerá um método para rastrear e monitorar a evolução das lesões, mas não é tão bom quanto a ressonância magnética na determinação do local exato e extensão das lesões. A combinação de ultra-som craniano e ressonância magnética é ideal para avaliar o cérebro neonatal.
  • TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE CRÂNIO
  • RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DE ENCÉFALO

Early findings that may be identified during the first week after birth

Brain swelling
Loss of the normal signal in the posterior limb of the internal capsule
Abnormal signal intensities in the basal ganglia and thalami
Brain stem lesions
Loss of gray/white matter differentiation
Cortical highlighting (T1 weighted sequences)

Fig. 6.1 (b)
Brain Swelling showing slit-like ventricles, complete ‘closure’ of the interhemispheric fissure and no visible extracerebral space or sulci.
Fig. 6.3 (diii)
Ausência do hipersinal em globo pálido esperado e presença de hipersinais em tálamo e gânglios da base.
Fig. 6.6 (bii)
Alterações em núcleo ventro-lateral do tálamo e Putâmen
FISIOPATOLOGIA

  • A asfixia aguda grave está associada a lesões nos gânglios basais, tálamo, tronco encefálico, hipocampo e tratos corticoespinhais em torno da fissura central. Isso foi denominado envolvimento cortico-subcortical central. Este é o padrão mais comum de lesões após a angústia fetal aguda durante as contrações e  o parto. 
  • Em alguns casos, a causa da EHI ou da perda fetal é óbvia, por exemplo, desprendimento da placenta, acidente do cordão ou suposto estresse cardiovascular durante um parto difícil. Em muitos outros, é difícil identificar. Fatores pré-natais (eclampsia, hipercoagulabilidade e outras condições maternas, patologia placentária) aumentam o risco de um desfecho adverso, mas a encefalopatia neonatal e a morte fetal podem ocorrer sem fatores predisponentes. Em alguns casos, a encefalopatia neonatal se desenvolve no período pós-natal como resultado de choque séptico, circulação fetal persistente e outras causas. Além disso, a patologia que se desenvolve inicialmente antes ou durante o nascimento, por exemplo, aspiração de mecônio, desempenha-se no período pós-natal, aumentando o insulto inicial.
  • Os bebês com insultos crônicos, possivelmente repetitivos, são mais propensos a mostrar anormalidades dentro do córtex e da substância branca. Isso pode ter uma distribuição parasagital clássica, envolvendo o território entre as principais artérias → Os insultos pré-natais repetidos nessas crianças são manejados para predominar a substância branca, desviando o sangue para partes metabolicamente mais ativas do cérebro em desenvolvimento, como os gânglios basais e o tálamo.

Borderzone lesions

  • Uma predileção semelhante para os gânglios basais e tronco encefálico é vista na síndrome de Leigh, uma encefalopatia mitocondrial que afeta crianças pequenas.
  • O infarto de matéria branca maior também pode ser observado em lactentes que possuem outros fatores predisponentes, como hipoglicemia.
  • HIE perinatal grave pode fazer com que o córtex e a substância branca se "derretem" até tal ponto que o cérebro é reduzido a um saco de paredes finas, semelhante à hidranencefalia. Em outros casos, a destruição do córtex e da matéria branca resulta na formação de múltiplas cavidades atravessadas por uma rede de fios de glial delicados. As cavidades contêm fluidos, detritos e macrófagos. Esta entidade é chamada de encefalomalácia cística ou encefalopatia multicística.
Multicystic encephalopathy.

  • O dano cortical é sempre mais grave nas partes mais profundas dos sulcos, enquanto os giros  são menos afetadas. Isso leva à formação de giro em forma de cogumelo. As coroas visíveis desses giros podem ser relativamente normais ou atróficas, mas suas partes mais profundas são prejudicadas. O termo "ulegyria" (giro com cicatrizes) refere-se a atrofia giral e gliose. 
Ulegyria
  • O dano causado pelos ganglios talâmicos e basais causa, ao longo do tempo, perda de neurônios, mineralização de neurônios danificados e gliose. Um padrão anormal ou excessivo de mielina se desenvolve em alguns casos. As manchas irregulares de mielina densa, misturadas com zonas glioticas, dão ao tálamo e aos gânglios basais uma aparência marmoreada a olho nu, uma condição chamada status marmoratus. 
  • O hipocampo é menos freqüentemente afetado do que no HIE adulto. Em alguns casos, no entanto, observa-se o dano combinado do hipocampo e da ponte (pontosubicular necrosis). A patogênese deste padrão incomum não é clara. Em alguns casos, HIE perinatal causa perda bilateral de neurônios piramidais do hipocampo, semelhante ao HIE adulto. A ressonância magnética em tais casos mostra a atrofia do hipocampo. Esta lesão causa amnésia do desenvolvimento. 

A patogênese de HIE no período do recém-nascido envolve os mesmos mecanismos que também estão presentes em adultos, a saber, a crise de energia por hipoxia-isquemia, acidose lática, excitotoxicidade e radicais livres, mas existem alguns modificadores importantes, que representam diferentes padrões de patologia em recém-nascidos. Os mecanismos de defesa antioxidante não estão totalmente desenvolvidos em recém-nascidos; os padrões de neurotransmissão glutamatérgica estão evoluindo e os receptores de glutamato são mais abundantes em núcleos profundos do que no córtex; o mielíno está em grande parte ausente no centrum semiovale; o cérebro neonatal tem um teor de água muito maior.

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STATUS MARMORATUS

Status marmoratus is the presence in full-term infants of basal nucleus lesions resulting from acute total asphyxia. The lesions have a marbled appearance caused by neuronal loss and an overgrowth of myelin in the putamen, caudate, and thalamus.









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Fontes:
https://myradnotes.wordpress.com/2012/04/12/status-marmoratus/
http://www.mrineonatalbrain.com/ch04-06.php#case-6-5
http://neuropathology-web.org/chapter3/chapter3bAsphyxia.html
http://slideplayer.com.br/slide/1799210/
http://slideplayer.com/slide/6293168/
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GO#02 - Fisiologia Trabalho de Parto

dezembro 16, 2017 Posted by Laura M. , No comments

Fisiologia do Trabalho de Parto

Hormônio Liberador de Corticotrofina Placentária (CRH) é relacionado como promotor de todo o início do complexo processo de trabalho de parto - "Teoria do Relógio Placentário".
CRH leva a:

  • Ativação miometrial -> útero estimula a produção prostaglandinas -> contração uterina
  • Produção de mais CRH na placenta -> estímulo a produção de cortisol fetal -> produção de surfactantes e fosfolídes -> amadurecimento cervical da mãe e maturação pulmonar fetal.
  • Aumento de Ocitocina

  • Os corticoides aceleram a expressão do gene CRH e consequentemente a produção do hormônio pela placenta.
  • O CRH estimula a hipófise a secretar o hormônio adrenocorticotrófico (ACTH), ou corticotrofina, que, agindo na córtice suprarrenal libera o cortisol.
  • A produção não não consta só em cortisol más também de deidroepiandrosterona (DHEA), substrato para a síntese dos estrogênios placentários.

"A placenta produz uma forma idêntica do hormônio CRH (eixo hipotálamo-hipófise-adrenal), aumentando sua concentração a partir da 20ª sem. Aparentemente, há  um nível crítico da concentração de CRH que deflagra trabalho de parto. O CRH causa aumento da ocitocina, queda dos níveis de progesterona (crítico para gestação), aumento das prostaglandinas (poder uterotômico) e outros fatores inflamatórios, além de aumento das comunicações intracelulares do miométrio (favorece influxo de cálcio)."
CONCLUSÃO: CRH e o "relógio" placentário. No espaço interviloso, o sinciciotrofoblasto libera CRH, progesterona e estrogênios no sangue materno e no fetal. O cortisol circula através da artéria materna e atinge o espaço nterviloso, onde promove a produção de CRH pelo sinciciotrofoblasto. A veia umbilical carreia CRH para a circulaçâo fetal. estimulando a hipófise a sintetizar ACTH, que agindo na suprarrenal promove a secreçáo de cortisol e de deidroepiandrosterona (DHEA). O cortisol ativa o pulmão fetal a produzir a proteína surfactante A. que se desloca do líquido amniótico para o âmnio, onde atua na síntese de cicloxigenase-2 (COX-2) e de PGE. A PGE, atravessa o cório e a decídua e direciona as células miometriais a sintetizarem COX-2 adicional e PGF." (CRH - hormônio liberador da corticotrofina; ACTH - hormônio adrenocorticotrófico).


Prostaglandinas: A PGF2α estimula a contração uterina pela produção de IP e a conseguinte liberação de cálcio do retículo sarcoplásmico.
A ação da PGE2, no miométrio é complexa em virtude da existência de 4 receptores: dois estimulantes (EP1 e EP3) e dois relaxantes (EP, e EP4). A sinalização da PGE2 através de EP1 e EP3 estimula a liberação de cálcio via IP3, enquanto EP2 e EP4 ativam a (cAMP) pela adenilatociclase é uma das vias principais de relaxamento do músculo liso.
A expressão dos receptores dé PG varia de acordo com o estágio da gravidez, e o nível ou o tipo de receptor dita o grau de quiescência ou de contratilidade uterina.

Progesterona:   A progesterona desempenha papel fundamental no desenvolvimento do endométrio por permitir a implantação e posteriormente por manter o miométrio quiescente - bloqueio miometrial progesterônico. Em muitos mamíferos, a queda da progesterona circulante precipita o parto. Uma característica da gravidez humana é que o nível da progesterona circulante não cai com o início do parto. O que é claro é a "queda local" de progesterona no ambiente miometrial.

Ocitocina: A ocitocina cuja secreção é estimulada por dilatação cervical não tem papel atuante no determinismo do parto sendo importante somente no período expulsivo e no secundamento. A neuroipófise materna ocasiona a sua secreção em pulsos.
Os receptores de ocitocina nas células miometriais sofrem acréscimo notável no termo por causa dos estrogênios, enquanto a concentração de ocitocina não aumenta com a proximidade do parto.
A ativação do receptor de ocitocina (OTR) proteína-G acoplado mediará a ação da ocitocina no miócito.
A ligação da ocitocina ao OTR na membrana plasmática dissocia subunidades da proteína-G, o que acaba por liberar IP3 então mobiliza o cálcio armazenado no retículo sarcoplásmico.


Contração uterina no trabalho de parto - introdução


Unidade funcional do miométrio é a célula miometrial. As células miometriais estão dispostas em vários sentidos principalmente no corpo e fundo uterinos, possuem receptores para Ocitocina e Prostaglandinas F2A. Essas células formam um sincício miometrial, uma vez que possuem um sistema eficiente de propagação de estímulo contrátil através de gap junctions.
"O que é estranho é que, enquanto antes da gestação não ha muitas junções comunicantes uma vez que a mulher engravida elas aumentam de número, e nos ultimos meses de gravidez chegam a ser bem numerosas"
Para ocorrer a contração uterina, essas células dependem de ATP e Cálcio.
Possuem miofilamentos responsáveis pela contração: grosso - Miosina e finos - Actina e Tropomiosina. A célula miometrial, sendo um filamento muscular liso, não possui Troponina em sua composição.
O mais interessante em relação com o filamento fino é saber que ele é constituido de ACTINA F (fibrilar) e que esta consegue ligar-se em qualquer momento de miosina.
 A ligação da tropomiosina encobre os locais ativos da molécula de actina.

Marca-passo e onda contrátil uterinos

A contração uterina inicia-se em dois marca-passos localizados nas regiões de implantação tubária. A partir do estímulo do marca-passo, uma onda contrátil propaga-se no sentido descendente à velocidade de 2 cm/s e percorre todo o órgão em cerca de 15 segundosO marcapasso direito seria predominante; em algumas mulheres, o esquerdo o principal; ainda se admite o funcionamento alternado, certas ondas nascem do direito e outras do esquerdo, sem que haja, todavia, interferência entre eles.
As contrações começa, possuem maior duração e intensidade nas regiões ALTAS do útero.
Esse processo se denomina TRÍPLICE GRADIENTE DESCENDENTE.

  • 1º Gradiente: parte alta uterina - grande intensidade
  • 2º Gradiente: parte baixa uterina - menor intensidade
  • 3º Gradiente: colo útero - sem contração

A contratilidade uterina apresenta caráter evolutivo durante a gestação, tornando-se clinicamente perceptível após 30ª semana, e podem surgir as chamadas contrações de Braxton-Hicks.
O útero apresenta atividade contrátil durante toda a gestação, com contrações de dois tipos: de baixa e de grande amplitude (Braxton Hicks). No último trimestre da gestação, as contrações de Braxton Hicks vão se tornando cada vez mais frequentes e podem ser confundidas com contrações de trabalho de parto.
- Hormônios e contração uterina:

  • Estrogênio: facilita a contração
  • Progesterona: bloqueia a contração
  • Prostaglandina: facilita
  • Ocitocina: facilita

Contrações uterinas ao longo da gestação

  1.  ATÉ 30 SEMANAS: Contrações isoladas, descoordenadas em pequenas porções do útero, indolores - inferior a 20 UM.
  2. APÓS 30 SEMANAS: Contrações em regiões maiores do útero mais coordenadas, indolores e pouco frequentes (BRAXTON-HICKS)
  3. PRÓDROMOS: Contrações envolvendo todo útero, de baixa frequência, eventualmente dolorosas.
  4. TGD PARTO: Contrações ritmadas, frequência de 2 a 5 em 10 minutos, dolorosas. 
  5. PÓS-PARTO: Contrações ritmadas e frequentes por algumas horas, se que vão tornando mais espaçadas nos dias subsequentes



Na fase de dilatação do colo, as contrações têm intensidade de 30 mmHg e freqüência de 2 a 3/10 minutos, para alcançar, no final desse período, valores respectivos de 40 mmHg e 4/10 minutos.
No período expulsivo a freqüência atinge 5 contrações em 10 minutos e a intensidade 50 mmHg. São próprias dessa fase as contrações da musculatura abdominal com a glote fechada, esforços respiratórios verdadeiros, chamados puxos. Eles acréscem subitàneo, e de curta duração, a pressão abdominal. Têm intensidade média de 50 mmHg (somados à pressão intrauterina, aqui também de 50 mmHg, condicionam pressão amniótica de 100 mmHg).
Em partos normais a atividade uterina varia de 100 a 250 UM.
SECUNDAMENTO: O útero continua a produzir contrações mesmo após o nascimento do concepto, descolando a placenta de sua inserção uterina e empurrando-a para o canal do parto (nas duas ou três primeiras usualmente)
São indolores, proporcionando alívio imediato às pacientes, eram chamadas período de repouso fisiológico. Hoje, sabe-se não existir, em termos de dinâmica uterina.
PUERPÉRIO: As contrações, cuja freqüência vai diminuindo, chegam para uma em cada 10 minutos, depois 12 horas de puerpério. As contrações do secundamento e do puerpério, apesar de mais intensas do que as do parto, não exprimem aumento real na força muscular, como foi mencionado. Nos dias que se seguem, a intensidade e o número das contrações estão mais reduzidos. Quando o infante suga o seio materno, pode haver aumento nítido na atividade uterina, que desaparece finda a mamada.
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 Determinismo do Parto

  • Distensão uterina: estimula a contração uterina
  • Ruptura das membranas: A produção da proteína surfactante A, fosfolipídios e citocinas inflamatórias no liquido amniótico eleva a atividade da cicloxigenase-2 (COX-2) e a produção da PGE, no âmnio. As prostaglandinas medeiam a liberação de metaloproteinases da matriz (MMP) que enfraquecem as membranas fetais, facilitando a sua rotura.
  • Amadurecimento Cervical

Funções da Contratilidade Uterina

  • Manutenção da Gravidez: Geralmente, o útero não está inativo, há atividade bastante reduzida, irregular, localizada sem significado funcional expulsivo. O bloqueio progesterônico provavelmente mantém a gravidez diminuindo a sensibilidade da célula miometrial ao estímulo contrátil, por hiperpolarização da membrana. Assim, progesterona bloqueia a condução da atividade elétrica de uma célula muscular a outra. Antes de ser carregada pela circulação sistêmica ela alcança o miométrio. O bloqueio progesterônico efetivo impede o descolamento da placenta, não só durante a prenhez, como no ambiente hostil, da parturição.
  • Descida e Expulsão do Feto
  • Descolamento da Placenta: Para que ocorra desinserção placentária bastam geralmente duas a três contrações para descolá-la do corpo para o canal do parto.
  • Hemostase Puerperal

 Fármacos relacionados à contração uterina

OCITÓCICOS  
  • Ocitocina natural 
  • Misoprostol (Prostokos) 
  • Metil-ergonovina (Methergin)
TOCOLÍTICOS
  • Betamiméticos: Terbutalina (bricanyl) Isoxsuprina (Inibina)
Nos miócitos, o interior é negativo em relação ao exterior, consequência da ação da bomba de sódio-potássio. O gradiente de potencial eletroquímico através da membrana plasmática tem como ator principal o canal de potássio. Esse tipo de canal pode ser cálcio- ou voltagem-regulado e permite o efluxo de potássio, resultando a diferença de potencial através da membrana celular. Assim, ela torna-se mais refratária à despolarização.
Ao tempo do parto, mudanças na distribuição e na função desses canais reduzem a intensidade do estímulo necessário para despolarizar os miócitos e produzir o associado influxo de cálcio para gerar as contrações.
Receptores β2-simpaticomiméticos que aumentam a abertura dos canais de potássio, por isso reduzindo a excitabilidade da célula, também declinam no parto.
  • Bloqueadores de Canal de Cálcio: Nifedipina (Adalat) 
  • Bloqueador de receptor de ocitocina: Atosiban (Tractocile) 
  • Sulfato de Magnésio 
  • Anti-inflamatórios: Indometacina (Indocid) 
  • Fornecedor de óxido nítrico: Nitroglicerina (Nitroderm)
► MÉTODOS DE INDUÇÃO. Os métodos de indução do parto podem ser divididos em dois grupos:
1. Indutores da contração uterina:
• ocitocina;
• amniotomia;
• descolamento das membranas;
• estimulação dos mamilos.
2. Promotores do amadurecimento cervical:
• sonda de Foley, com ou sem infusão salina extra-amniótica;
• PGE2dinoprostano;
• análogo da PGEmisoprostol droga habitualmente utilizada entre nós para o amadurecimento do colo, dose de 25 mcg vaginal, a cada 3-6 horas, até o amadurecimento cervical ou a indução do parto